terça-feira, 11 de novembro de 2008

Não há o que fazer

Até ontem, estava tudo certo...
Momentos perdidos, e só...
Aí me veio o Anjo da Morte...
Com seu ar gélido e suas asas alvas...
Tocaram meus ombros e senti seu perfume de jasmim...
Hoje descobri que foi mesmo um contato...
Senti...
Até aquela hora, era só intuição...
As coisas estão passando de estado liquido para gasoso...
Controle, não estou conseguindo manter o controle...
A boa luta, a travarei...
Que a Luz do Divino Mestre me proteja na longa jornada até o interior de minha alma...
que da lama que acho que irei encontrar, vislumbre as raízes dos lírios a brotar da putrefação das coisas vãs...
que dentro de meu coração só reste eu e minhas memórias superiores...
que permitam-me encontrar Paz que carrego comigo, para que possa passar a todos que toco e cerco...
que o fim, seja só o começo visto pelo lado de quem perdeu a guerra...
que a guerra seja justa e que no fim, só o tempo vença...
que sorrisos digam mais que palavras e que belezas sejam sempre opacas...
que imagens só sirvam de lição aos cegos de alma...
Amores perdidos, amores possíveis, amor em pedra, amor em plástico, amor elásticos...
mudanças em tempos estáticos.

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