domingo, 16 de novembro de 2008

Beleza

Concentraram a beleza.
Ficou difícil sobreviver...
tanta gente bonita,
tanto vazio para se preencher.
Na verdade todos queremos ser bonitos, ao menos nos olhos de quem ve.
Amores perfeitos, reformas e lixeiras.
Momentos perdidos do mesmo ser.
Fazendo o que todos fazem, o jeito de mais valor a todos.
Fazer o que, nasci desprovido de mau caratismo...
Choro por alegria e por dor...
Rio de mim mesmo.
Mas o poder de destruição de amor que carrego... me acusa.

Trancado por dentro

Tranquei por dentro e joguei a chave fora.
Mas esqueci do seguro de patrimônio.
Não é que o amor tinha o telefone.
Me ferrei.

Biscoito da sorte

Estamos presos em uma grande massa de biscoito da sorte chines.
Só neste caso,
nós e que somos a mensagem.
Traga sempre bom agouro.

Calar

Mandaram que me cala-se.
Então, sabiamente, gritei.
Gritei com força tanta que me voz não saiu.
Mas o seu eco foi tão distante, que retumbou de volta em meu peito.
Achei que este estava vazio mais não:
Eis que está completamente tomado pelo poderoso sentimento que nutro por você.
Sol, eu te reflito, se brilhar mais intenso algum dia, lá estarei a cintilar por ti.

Amo

Te amo com uma força estranha.
Força que me força a lembrar de você,
todo instante, o dia todo.
Liberdade.
Mentes libertárias como a minha e a sua,
não deveriam se encontrar.
Choque de matéria cria anti-matéria ou será o oposto...
a física da mente será igual a do corpo?

Alcool

Vida etílica,
inchasso do fígado.
Soluço.
Ressaca.
Onde está o prazer, achei...
no ato de se destruir.

Explicar

Não se preocupem caros amigos leitores ou leitores amigos, não surtei de verdade.
Só sentimentos.
Não há sobretudo, algo errado.
Como já disseram:
A vida não é um problema, isso posto não há solução.
Amor de verdade é o caso newtoniano clássio: amor de rapaz do interior por moça (saliento que a moça esta dispensada do ofício de amar, a ela basta que se entregue)
Traição, por si é algo da natureza humana, erro e tentar explicar.
No etílico a fulga e mais ressacada.
Segredo só se for de um.
e outras máximas tantas.

A meus filhos

Aos filhos que não tive,
peço a graça que me perdoem.
Acreditem que fiz o possível.
Até mesmo tentei o impossível.
A vocês filhos que não tive,
Deixo um lugar melhor do que o que vivo.
Um mundo que subverto a cada escrito.
A vocês, filhos que não tive, silêncio perpétuo.
Filhos que não tive, espero não lhes fazer falta.
Que seu perdão seja pleno.
Que sua inexistência seja apenas um pingo.
Eternidade do tempo.
Filhos, um dia nos veremos.

Acredito

Não creio em nada.
Me disseram, me vizeram ler, me deram o tom e cor da dúvida.
Dávida preciosa a dúvida.
Acredito no perdido.

Partir, existir

A sina do poeta medíocre é logo partir.
Assim explico a vida.
Em não sendo nem poeta, nem profeta por quê persistir?
Na média... bom na média duas no cravo, uma na ferradura.
Deveria ter sido médico ou professor como minha mãe dissera.
Desde jovem só queria ser nada e me tornei exatamente uma sombra de minhas parcas e indeléveis opções.
Tão denso quanto o ar rarefeito, são os efeitos do que sou e fiz.
Se juntasse tudo de proveitoso que realizei não encheria nem um desses potes para por merda.
Não estou a deprimir-me, mas a deixar claro a quem por desventura ler esse testamento...
que encham pelo menos um pote de merda...
Façam de sua vida algo pleno, ereto.
Gozem todos uns nos outros.
Vivam a plenitude do nada.
Falem o que pensam com quem pensa.
Com quem não pensa falem o que querem ouvir, não adianta crítica a ouvidos surdos.
Observe a vida como algo mutável, metafísico.
Creia, creia sempre e creia mais, em que pouco importa.
Viva feliz o dia e o agora.
Torne-se candeeiro na noite escura da vida de outros.
Ilumine a todos com as luzes azuis dos reinos árabes.
Ande por caminhos alternativos, ainda que não conheça bem a estrada.
Nada muda de verdade se não mudar de dentro.
Seguir adianta não é uma opção, não há o porvir, o porvir é agora.
Não existimos, sacanagem não é mesmo, essa crua verdade.
Observe a sabedoria, só passamos a existir na memória...
Leia nas entrelinhas.
Verdade e mentira são a mesma coisa, ditas de lados contrários.
História só é registrada por quem sobreviveu a batalha.
Use sua intuição.
Veja além da parede de batom.
Olhe para dentro do espelho, viu? Reflexo, todavia inverso.
Veja o que o cerca, tudo que você menos deseja?
Observe seus desejos, fatalmente serão realizados, nem sempre como você pensa.
Amizades se as tem conserve-as.
Se não deixe como está, se não tem um amigo, é por que nunca foi amigo de ninguém, não lhe fará falta na partida.
Somos tudo aquilo que acreditam que somos, triste.
Todavia há uma saída, subverta, tenha a mente livre... passeie tranquilamente por veredas, mares e rios... navegue na neve, nade em terra firme... sua mente é livre... e é nela que está toda a saída.
Paz no Cristo, ou como quer que O chame.
Não pensem neste texto Saara como algo verdadeiro, lembre da palavra errada.

Crítica pura e aplicada

Descrevo-me:
Aos que não me conhecem, não estão a perder nada.
Medíocre no que faço, medíocre no que penso, medíocre na lida com a palavra.
Feliz o tempo todo, tal qual o bobo da corte, que luta sem espada...
faz rir os incautos e conquista seus palácios...
não muito, sou o pouco que quero, quero tudo e ao mesmo tempo... so sou feliz no nada...
Memórias do verde... música e parada...
se fosse uma nota o Si, me ressalta.
Quando ouvi pela primeira vez uma sonata...
Quando vi pela primeira vez a única amada...
Existir ato vil, perverter a realidade que nem mesmo existi... errata.
Olhei a lua e vi nela o local para uma bela e salutar pousada.
Tempos atras me lancei em direção ao centro do Sol... pena não poder chegar, só na palavra. Me desintegraria é claro, antes da chegada, mas me perderia em delírios de prazer no momento da chegada.
Sol, você sabe do que eu falo... seu brilho me inebriava...
Noite escura, véu e grinalda...
visões do partir, eterna chegada...
Trens em movimento, mas todos querem a mesma parada...
A estação felicidade, essa é aguardada...
Rima rica, rima pobre... prefiro a rima rara... a não rima a coisa da parada...
Olhei pela janela, nada.
Ohei dentro do meu peito e um vácua se formara.
Para minha sorte no vácuo o som não se propaga.
Se se propagasse acordaria a todos nesta madrugada.
Erros acertos, momentos perdidos... amores prazeres oblíquos...
Beijos de prazer, entradas perdidas... dias, horas, minutos... dedos, mãos e cabelos.
Desejar seu sobejo.
Olha a noite chegara em breve, e você Sol, de novo a brilhar na minha noite.
Hora errada, esta é a conclusão.
Como rolar a escada.
Soluço, lágrimas e sorrisos...
Perde-se um amor, ganha-se um amigo...
Perde-se um amor, ganha-se um perdido...
Perde-se um amor, ganha-se o tempo perdido.
Você que não tem nada com isso Sol, viva o momento presente.
Felicidades é o que sinto...
Não dá para magoar sem esperança, não se pode perder o que não se tem nem esperar nada de ninguém...
Assim explico o sorriso...
Assim fica o dito pelo não dito...
Assim o desperdício.
Só a crítica pura á razão.

O eterno partir

Amores, concebidos.
Amores vividos...
Amores encarnados...
Amores criados...
Amores em ciranda...
Amores em taças e copos de plático...
Amores em doses homeopáticas...
Amores em doses cavalares...
Amores...
Amores deveria mesmo ser no plural...
Assim não rimaria como dor...
Só poderia exitir a dois...
Esse erro chamado amor, faz nulas as racionalidades,
perdidas as vontades...
Turva até a clareza do não...
A pureza do sim,
resseca o por vir, torna frio o centro do Sol...
Escurece o dia e clareia o anoitecer...
Amor muda tudo...
Por isso amores.

Hero

Pocurei o signifcado do teu nome.
Não foi dificil detectar,
Olhei dentro de meu coração, é lá que ele esta...
Tranquilo, a repousar no espaço devido...
Seu nome me diz o óbvio,
Desde que nos conhecemos entre o etéreo e entre fulgacidades,
Vorazes pelo por vir, incertos do existir...
Corações partidos,
Momentos perdidos,
Amores só concebidos...
Erros em tentar acertar...
Lágriams e risos...
Parceria incerta...
Distancias inexistentes...
Quando partir levarei comigo, mais que uma memória...
Mas o que diz a mim teu nome: minha grande amiga, isso que quer dizer...
Ahhh, você não sabia,
então quando partir para a próxima existência, abra meu peito, e lá trarei marcado a ferro o teu nome em um pequeno altar, onde pode-se ler, minha querida amiga.
(perdoe as lágrimas, não deu para evitar)