quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Correção

Corrigir?
Para quê, se tudo é um erro.

Amigos

Marcas.
Passamos a vida em torno de marcas.
Sangramos.
Escolhemos o que temos, temos o que merecemos?
Sofrimento em carne viva.
Impossível obter dos outros o que se espera...
Calma, ainda temos os amigos...
Poucos é fato...
Inúmeros se assim queremos...
Erros e acertos...
Tempo perdido...
Clarice...
Momentos de recordação perdida.
Doenças da alma.
Perversões permitidas...
Tolerância...
Será respeito?
Amigos, os vi.
Tenho claro, quem são?
Alguns conhecidos, os verdadeiros.
Os que virão, o tempo saberá...
Mais uma vez, partir...
Outra ida em torno da eterna, fulgaz e terrível volta.

Memória cache

Lembraram de mim,
quanta pretensão...
não quero, não posso e não gosto de ser lembrado...
ainda mais quando idealizam...
nunca entendo.
Poucas pessoas podem viver intensamente a vida como eu.
Vivo o instante, como se fosse o fim logo depois.
Ja fiquei e parti tantas vezes que nem ouso tentar lembrar.
Tive e perdi... perdi sem ter... vivi.
Enquanto reflito sobre o que acontece agora, esqueço o que passou a uma hora.
Lembraram de mim,
esses momentos são voláteis.
Passaram inúmeras eternidades, fim... começo ao contrário...
Quem bate mais a porta, quem vai... ou quem torna (plágio)...
a vida passa em segundos... ops, passou mais uma...
artes e ofícios, escombros do que somos...
música...
artes cênicas em plena criação, a cada dia...
é como seiva de Papoula sintética...
copo de bebida fina,
assim é a vida.

Minuto de silencio

...
...
...
...
,
,
,
;
;
;
pensou?

Eu espero

Disseram que amar é um quero, seguido de um espero...
Fácil não deve ser mesmo, ainda mais quando o espero beira o desespero...
Quando a presença é rapidamente absorvida pelo tempo,
e a ausência é sentida na alma, nariz e cabelo.
Não seria mais simples esquecer?
Como esquecer de você mesmo...
o ar fica rarefeito...
sudorese...
bom humor matinal...
noite longa, curta em si...
densidade do volátil...
cores, luzes e sombras...
presença...
preludio e aria bachinana brasileira...
Lobos, Chopin, Gomes ou Titãs...
os clássicos são como a vida, em seu tempo não tem graça...
penso esperar em meu desespero, não ter é perfeito...
ter, não importa, querer é tudo...
poder, um erro...