Rei do Amendoim,
meu primeiro ato...
coisa de mãe, é fato.
Hoje é aniversário da minha mãe...
eu perdido pelo mundo dos solitários,
não sei como dizer eu te amo.
Falo fácil, sou demasiado seguro,
me pego perdido em um sentimento puro.
Me purgo por esses issos e aquilos que não digo.
Ontem voltei no tempo, cresci só em tamanho.
E claro circunferência.
Sou seguro de coisa alguma.
Sou só um bebezão que não chora mais.
Não para os outros verem.
Choro agora enquanto escrevo essas notas de uma vida
sem plenitudes.
Vazia, com sons e cores fortuitas.
Mulheres as quais nunca amei,
e uma mãe, a mãe, minha mãe...
ou será que eu que sou filho dela...?
Jamais saberei.
Isso é o dom da vida, do dom do meu apelido...
Dom, assim me chama quem me conhece de verdade.
Dom, que Dom é esse de viver feliz em se ser só.
E ainda assim sofrer pelo Dom.
Mamãe, eu te amo... se nunca disser isso, talvez é por que não foi preciso.
Livros e auto ajuda
Há 14 anos