domingo, 9 de novembro de 2008

Conquistar, usurpar

Diferem em si.
Usurpar vidas pode ser algo laico.
Viver vidas algo terno,
Mas conquistar a vida aos pares é o pleno.
Deixar o carro do destino nos levar para onde nem imagino.
O que fazemos e algo real o sircunstacial, isso difere o momento.
Não faço nada pelo instante e interesses, fiz pelo real, pelo presente.
Se falhei foi comigo, não vejo glória ou satisfação em consquistar.
O que há é a entrega, não a entrega pérfida. Conveniente e esperada.
Mas a entrega plena, do dia que a vi, até a hora da chegada.
Quando lhe olhei, meu coracao parou por exatos três segundos.
Segui os conselhos do velho apaixonado e passei a te observar.
Medo de me confundir, confiei em ti.
Além do óbvio, me fiz as perguntas do cronista das almas e vi crescer algo belo e intenso.
Seu sorriso me alegrou o dia.
Seu oi, me acalenta os espasmos do existir.
Não posso dizer por ti, mas por mim.
Quando pensei, ainda seguindo os conselhos, em vê-la acordar daqui á décadas,
sem a firmeza das carnes, sem o brilho da jovialidade, com cabelhos grisalhos...
e ainda assim percebê-la linda.
Capaz de entender os momentos de perca sem que esses se tornem derrotas, viver o momento presente, sem ocuparmo-nos do passado.
Criar algo tão claro, e simples de de intenso e raro passe a ser parte de nossas vidas.
Assim a vejo, ao ler saberá o que digo.
Não espero nada, só não creio que valha a pena deixar partir.
Se fiz algo, fiz pelo certo, nunca jamais pelo errado.
Até porque não há certo ou errado, há sim o necessário, há você a povoar a minha existência e tornar o mundo colorido.
Sei que pressões não funcionam, sei que por vezes pode parecer sufocar, não para mim.
Sei de ti a tempos, não sabia quem era, nem mesmo se existia.
Não são todos que podem, por uma única vida, ter certeza de algo assim.
Saber que sou seu contemporâneo já bastaria, aí o imprevisto: te toquei.
Toquei seus lábios, senti a profundeza de uma alma, a minha.
Não estou por você apaixonado, fatalmente ficarei, e até acho que não demora.
Tenho por você muito mais que pode imaginar.
Não lhe prometo nada, além do que precisar.

Dom

Agora sei por que, me chamaram um dia de Dom.
Esse dom ainda me leva para o abrigo.
Quando digo abrigo e de defesa anti-aéra mesmo.
Tipos perdidos, me encontro e me perco por segundo.
Me avisaram para não usá-lo a meu favor.
Não usei, mas observei...
Enchergar além tem um preço, o preço do tempo.
É que o tempo não perdoa que fica a esperar, mas também não
aconchega quem o suberverte a seu favor ou não.
O tempo cobra atitudes e devolve atos.
Atos completos, textos enxutos e literários.
Momentos obscuros, tempo de pensar.
Tempo de deixar passar, tempo de esperar.
Esperar de todas é a mais bela posição do tempo.
Esperança, aguardo de que algo que nunca vem, aconteça.
Tempo vivido e tempo validado, vivi cada segundo da minha vida.
A seu tempo, vivi lento, vivi apressado, vivi intenso e nem vi o passado.
Vivi o momento, o instante é anacronico para mim o tempo, esse amigo ingrato,
reserva suas anedotas e me deixa neste estado.
Perdido o confundido tempo em seu estado passado.
Presente é o que me resta, seguir rodeado de segundos em relógios quadrados.
Pêndulos, métodos e claro cálculos errados.

O mundo esta subvertido

Fazer entender é algo possível?
Já me perguntei isso outras vezes.
Sei que a vida por si, e em si e suficientemente fantástica.
Não seria preciso explicar tanto para se fazer entender.
Acho que expliquei demais.
Falar já não basta a tempos, já que confiança não existe mais.
Sentimenos perderam seu sentido, como pode?
Perder o sentido em sentir?
Jás aqui um sentimento ofendido.
Parece cômico, mas para mim e trágico.
Não há graça em sentir só.
Nem só de sentir vivi o homem, mas de sentir e sentir-se sentido.
Sem sentido, depende de quem lê.

Ludmila

General das palavras,
Deveria ter ouvido o Drummond ou o Leminsk,
Lutar com palavras é sem dúvida luta vã.
Enviar um exército de fonemas e regras gramaticais,
a aplicar táticas de guerra em trincheira esvaziada.
Perder verbos e substantivos em ataques suicídas.
Erro de sintaxe em forma de morteiros cheios de acentos e vírgulas.
Estilhaços do pensamento, palavras.
Palavras são como o Éter, voláteis.
Se não transmitidas, não sentido, quando escritas, perdem o sentido.
Aí, me perdi, perdido entre pensamentos, ditos e feitos.
Perdido em tentar surpreender.
Perdido na certeza de amar você.

Acordar

Eu hoje acordei mais cedo,
Encherguei luzes na ribalta.
Vi cores no alvorecer e entendi que a noite não é negra.
Como suscinta Vincent, a noite se apresenta em tons de azul, roxo e vi
o brilho prata cintilar de meus olhos preciso.
Lentes de aumento perceberam a plenitude de cores frias,
que esquentaram a alma pelo tempo vencida.
Vi as luzes do amanhecer de forma unica.
Me perdi, me ahcei...
Vivi, o instante eterno da descoberta.
Acordei.

Sentir, viver, partir, existir

Verbos vulgares,
sempre a me dar suas possibilidades.
Palavras, errata da vida.
O erro da palavra é existir.
Se esses verbos soubessem, quanto dói sentir.
Viver o momento e deixar partir.
É quase um impreciso existir...
Ja esgotei os verbos do título, quão mediocre é o por vir.

Carregue sempre uma HP

Interferir no espaco tempo,
É o que senti.
Nem imagino se isso seria possível,
Mas foi assim que percebi.
Olhei, tive certeza do que fazer.
Errei, não descobri exatamente em que.
Além do mais, pareceu tão claro,
Translúcido, quase uma imposição atemporal.
Não que errei, errei em ser sincero.
Errei ao dizer o que sinto.
Errei ao ser eu mesmo.
Errei sem ais ou menos, plágio.
Errei por ser puro.
Errei por não dizer nada além do que percebi.
Já sei, errei por dizer.
Cabe a seres pouco providos o direito ao paltônico.
Já havia me esquecido.
A vida como eterno aprender.
Lições a mim mesmo.
Como se já não soubesse, é como ver sem ouvir.
É como ser sem sentir.
É antecipar o viver e aceitar o que vier.
Errei.
Quanto a HP, gosto de achar que pelos com ela me entendo.