segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Viajar

Sempre viajei parado...
estático, sem sair do lugar.
Logo na primeira incursão pelo mundo
do deslocamento físico, me apaixonei.
Apaixonei pelo novo.
Apaixonei-me pelo povo.
O lugar não importa, importa é o estar.
Claro que sou como o vento, sutil se preciso,
eterno no passar, e às vezes forte e ameaçador ao chegar.
Pura ilusão de ótica, basta um sopro e para-se o corpo.
Em tudo o que fazemos a algo implícito.
Nestes dois dias eternos, ficou o impresso, o lido e o verso.
Ficou a prosa, o fogo na lenha a aquecer o espaço.
O gosto ímpar, cozinhar.
Cozinhar a vida em fogo, lento, em caldeira de tempo, e com os ingradientes:
amor, carinho, respeito e um pouco de sorriso, mexa tudo e sirva bem quente.
Meu Sol, senti sua falta, vi o quanto preciso de você - achei que sabia, até sentir o quao bela é sua presença.
Amo e pronto, tem que ter por quê?

Meu Sol

Pensei em ti, parece retorica... insonia talvez...
para que dormir, se sonho acordado mesmo...
para que sorrir se meu olhar e uma gargalhada...
por que estou aqui...
perguntas sem interrogacao,só porque nao têm mesmo resposta.

Acuruí

Onde fica isso?
Agora sei, perto do paraíso.
Ao desavisado é o próprio paraíso.
A mim, que sou mais convicto,
o paraíso é onde as pessoas que ama, você estão.
Assim me corrijo: durante um fim de semana
este lugar perto do céu foi nossa Pasargada.
Xangrilá ou Xanadu particular.
Aos amigos conquistados, obrigado.
Aos amigos queridos, obrigado.
Aos amigos conquistados, até mais.
Etílicos ao ponto.
Cozidos na liberdade e na entrega de nossas coisas mais preciosas.
Abraço coletivo.
Paz, alegria e a simplicidade de ouvir, falar... e ser amado.
Aos amigos presentes a felicidade, aos agora um tanto distantes:
"o trem que chega, é o mesmo trem da partida.
coisa que gosto é poder sair sem ter planos...
melhor ainda é PODER VOLTA QUANDO QUERO..."
A vida nos espera, vivamos o agora.