quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ainda nem nasceu

Já tem fã incondicional.
Eu.
Tio velho é foda.
Vai te encher de mimos,
atrasar seu lado com namoradinhos no jardim da infância...
babar discaradamente por onde quer que andes...
vai te trazer lembranças estranhas do mundo material...
vai te levar para pequenas permissividades...
vai tentar atrapalhar sua criação...
vai ser um mala...
completamente apaixonado por você.

Alice

Otimamente se apresenta.
Escolheu estar entre nós.
Que sua presença seja como você...
simplesmente especial.
Aguardo de maneira intensa,
que ao chegar demonstre seu brilho.
Imediato, intenso e raro.
Sei que estavas a aguardar sua vez.
Obrigado por conosco estar.
Felizes a aguardamos, mais feliz mesmo
só quando... de novo lhe encontrar.

(Alice é minha primeira sobrinha, que estará entre nós em breve)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Segredo

Segredo bom, é segredo de um.
Segredo aos pares, não pode ser segredo.
Segredo de verdade é o silêncio.
Segredo sem sentido é verdadeiro.
Segredo, qual o seu segredo?
Segredo, o meu é amar você...
Segredo, peraí, se você também sabe não é mas segredo.

Amo

Amo você!
Frase fácil de dizer,
diria impossível de viver
como é concebida.
Sabe por quê?
Por que existe a idealização.
O pseudo-amor é uma criação trágica ocidental.
Amor verdadeiro é algo recente.
Amor certo é o oriental.
Sexo, prazer, respeito extremo, vadiagem com técnica...
conhecimento da alma, império dos sentidos.
Sons e cores se misturam e prazer etéreo.
Esse amor católico, cartesiano é contra a alma humana.
Amor de verdade, não existe, o que existe mesmo é o puro tesão.
Amem mais, pensem menos e esqueçam a soberba de ser feliz com o outro.
Felididade é algo ímpar, aos pares é amor.
Antagônico diria o incauto!
Realista e fugaz digo eu.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Comer

Nunca entendo o prazer.
Você me come.
Quer me comer.
Me massera e engole, em esperma eterno.
Que sabor tem nosso prazer?
Gozo em você, com você.
Me perco no jorro leitoso que vai no vão de tuas coxas.
Vadiagem dualística.
Eterno ser.
Gozar.
Foder.
Meter.
Infinitivo do prazer.
Quero que você me queira.
Por um orgasmo, múltiplo que seja...
gozar em ti.
Gozar em mim, que diferença tem se gozar infinito so com você.

Deza

Não consigo descrever...
em teu nome o prazer.
Em meus desejos você...
se é só sexo não sei dizer.
Se te amo, não tem por que dizer...
Me beija como se fosse a última vez sempre que me tem.
Me tem sempre.
Me ignora e me tem.
Todo dia, sempre que vem.
Sempre que vou,
você me tem.
Tem do possuir, instantâneo e permeável.
Se fútil, não sei.
Se etéreo, errei.
Não te quero comigo, mas está em mim.
Sempre, a todo tempo você.
Prazer.
Amores eternos não tenho, vivo o instante e você a todo instante.
Sou um louco eterno.
Perpétuo movimento zigzageando em torno de ti.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Crônica

Rei do Amendoim,
meu primeiro ato...
coisa de mãe, é fato.
Hoje é aniversário da minha mãe...
eu perdido pelo mundo dos solitários,
não sei como dizer eu te amo.
Falo fácil, sou demasiado seguro,
me pego perdido em um sentimento puro.
Me purgo por esses issos e aquilos que não digo.
Ontem voltei no tempo, cresci só em tamanho.
E claro circunferência.
Sou seguro de coisa alguma.
Sou só um bebezão que não chora mais.
Não para os outros verem.
Choro agora enquanto escrevo essas notas de uma vida
sem plenitudes.
Vazia, com sons e cores fortuitas.
Mulheres as quais nunca amei,
e uma mãe, a mãe, minha mãe...
ou será que eu que sou filho dela...?
Jamais saberei.
Isso é o dom da vida, do dom do meu apelido...
Dom, assim me chama quem me conhece de verdade.
Dom, que Dom é esse de viver feliz em se ser só.
E ainda assim sofrer pelo Dom.
Mamãe, eu te amo... se nunca disser isso, talvez é por que não foi preciso.