sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diga

Tudo que vi, fui e vivi
não tem valor...
sou nada, sobre nada com destino a lugar algum...
só, réles...
vil...
ridículo...
mas te amo...
seria uma justificativa...
sou medíocre demais para saber...
sou um idiota completo ou me falta algo?
nunca pergunto...
tenho as respostas...
não a essa...
sou perdido e frágil.
Meu sorriso é uma lágrima.
Desejo...
choro e danação se confundem...
sei que é você que não amo, me ama... digo que a amo...
isso sim, não tem fim...
nosso sexo perfeito estraga tudo...
orgasmo...
feliz...
não, só um perdido em meio aos lábios pintados a marcar os meus...
o sem cor do tudo em meio ao ocre da tela em branco...
Branco?
Impurezas do branco...
sexo em forma de energia mental...
voz de Andrea Martins a retunbar por dias em minha alma lama vazia...
te amo...
acho que me amo...
acho.
Desespero.
Choro e coro de vozes a perder-se em você...
suor na testa, o eu...
no suor das mãos você...
no brilho do nada.. nós...

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