domingo, 31 de agosto de 2008

Tudo que há de bom

Beijos ternos, safados e sem carinho.
Beijos pérfidos, traidores e acolhedores.
O que dói mais, a dor que vai ou a dor que torna?
O que desejo é o que há para se desejar: o melhor é o que há.
Desejo beijar a vida, beijo longo, lento, profundo e umectado pelo prazer de estar.
Inibriado pelo odor das vidas que vivo, sem medo da rebordoza do dia por vir.
Não temo o que desconheco, só se não quiz conhecer antes.
O que importa é que tudo e bom e necessário, preciso e concreto ou impune e incerto.
Não nos ocupemos do que virá, o por vir não nos pertence. Sejamos.

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